quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Santuário das Crianças

Domingo dos Kurumins, Erês e crianças de todas as idades no Santuário dos Pajés


E com alegria e com a benção do Grande Espírito, que a comunidade Tapuya do Santuário dos Pajés e seus/suas apoiadores/as convidam as famílias do DF para uma celebração dedicada as crianças neste domingo, dia 4 de Março, a partir das 15hs, na terra indígena Santuário Sagrado dos Pajés.
Haverá exibição de filmes, comida tribal, palhaçaria, música, roda de histórias, todas as atividades voltadas para as crianças, e no sentido de presenteá-las com um pouco do conhecimento ancestral dos nossos povos originários, o que infelizmente elas ainda não tem acesso a conhecer nas instituições regulares de ensino.
A luta pela demarcação e preservação do Santuário dos Pajés, patrimônio histórico, cultural, natural e imaterial de nossa cidade, continua. As empresas seguem invadindo ilegalmente áreas do Santuário, como a parte delimitada como quadra 308 do Noroeste e que se quer foi licitada. Essa área é parte irrevogável do Santuário dos Pajés e precisa ser defendida pela população brasiliense que deseja a presença ancestral indígena como riqueza histórica e cultural em nossa cidade. Se nos calarmos as pedras gritarão, e o concreto avança sobre nossa memória afim de sepultá-la, mas com a força de nossos corações guiados pelo Grande Espírito, mostraremos que mas vale para Brasília, ter a sabedoria indígena presente do que mais uma meia dúzia de prédios luxuosos, e não deixaremos de dizer e nos fazer ouvir: O Santuário Sagrado dos Pajés Não se Move!!!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Contra alimentos transgênicos, ilustrador cria personagens de desenhos animados doentes


Como forma de promover a conscientização sobre alimentos geneticamente modificados,o ilustrador James Voon - de Cingapura - resolveu elaborar uma campanha ilustrando personagens de desenhos animados doentes. Entre as criações: Popeye, Pernalonga e Ursinho Pooh.

Intitulada "What´s in your food", a série de ilustrações espera conseguir que as empresas sejam mais transparentes sobre a qualidade dos produtos que vendem. Confira:







sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Oportunidade de debater os impactos das mudanças no Código Florestal


O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e a Frente Parlamentar Ambientalista realizam o seminário Código Florestal e a Ciência: o que os nossos legisladores ainda precisam saber.

O encontro que reunirá pesquisadores e cientistas acontecerá no próximo dia 28 de fevereiro, terça-feira, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, a partir das 14h.

Nos últimos dois anos pesquisadores se debruçaram sobre os impactos das mudanças propostas no Código Florestal. Todo esse trabalho, no entanto, não foi considerado e debatido durante o processo de tramitação do projeto de reforma do Código Florestal.

Os pesquisadores presentes vão mostrar por que as mudanças no Código Florestal podem trazer tantos prejuízos à sociedade. 

Também será exibido o filme Toxic Amazônia, sobre a investigação do assassinato dos ambientalistas José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, ocorrido no Pará, em 24 de maio de 2011. Este ano, a ONU concedeu o prêmio “Herói da Floresta” ao casal.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Saiba como ter um Carnaval mais sustentável


Feriado prolongado é sinônimo de viagens, excesso de carros nas estradas, consumo de combustível, gasto com eletricidade, bebidas, entre outros itens. O carnaval é um período de diversão, que acaba resultando em uma quantidade imensa de resíduos e impactos locais e ambientais. 

Porém, existem maneiras alternativas de minimizar os impactos causados durante o período de festas. Por exemplo, se a opção for um carnaval longe dos foliões o feriado pode ser um bom momento para fazer passeios simples, como caminhadas, visitas a museus, centros culturais e parques. Estas atividades são gratuitas e oferecem cultura e contato com o meio ambiente. 

Se o objetivo é sair fantasiado, uma opção é reaproveitar a fantasia do outro ano, trocando entre os amigos ou customizando a velha. Uma importante observação é que antes de viajar, os aparelhos eletrônicos sejam retirados da tomada ao sair de casa, pois o modo “stand-by” consome energia mesmo estando desligado. 

Ao cair na estrada, prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil ou ônibus. Na cidade destino faça passeios e atividades a pé ou de bicicleta, curta o ar livre e evite engarrafamentos desnecessários para ir ao centro, à praia ou a locais próximos. 

Respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia local e minimize ao máximo os impactos ambientais de sua viagem. Para isso produza menos lixo e evite o desperdício. Geralmente quando as pessoas viajam de carro, acabam comprando comida em sua própria cidade pela facilidade e custo. Mas esta forma de consumo sai mais cara para o meio ambiente e para a cidade visitada.

Jogue o lixo exclusivamente no lixo. Detritos lançados nas ruas entopem bueiros, aumentam o número de enchentes, principalmente com as chuvas de verão que são intensas, e consequentemente aumentam o risco de contaminação e proliferação de doenças. Detritos lançados na estrada aumentam o risco de acidentes além de agredir o meio ambiente e colocar em risco também os animais. 

Cidades turísticas, nessas épocas de grande procura, acabam sofrendo com problemas de abastecimento de água em função do aumento do consumo, então a sugestão é diminuir o tempo de banho e desligar o chuveiro na hora de se ensaboar. Você pode também praticar, disseminar essas ideias e incentivar a consciência ambiental. Oriente e dê exemplos, quando tiver oportunidade.

Beba bastante água, consuma bebidas alcoólicas e alimentos com moderação e evite acidentes. Proteja sua saúde e a integridade física de todos e contribua para que esta época seja sempre de paz e alegria favorecendo o equilíbrio do planeta.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Retomando o acampamento e as lutas em 2012!!!

Segue acima vídeo do chamado de Santxê, indígena Fulni-ô que vive no local há mais de 40 anos.

O ano de 2011 ficou marcado na história de Brasília pela intensa luta dos indígenas e apoiadoras (es) que defendem um espaço de cerrado e moradia parcialmente destruído pela especulação imobiliária/ Setor Noroeste. Pessoas sofreram inúmeras agressões, acontecerem desnecessários esquemas policiais megalomaníacos, manifestantes foram presos e estão sendo processados pelo estado, construtoras estão pedindo 224 mil de danos, (in) Justiça favoreceu diversas vezes a ilegalidade, o governo PT age de forma pior que Roriz/Arruda, entre outros absurdos….
Para 2012 segue a eterna esperança de que as coisas melhorem em todo mundo. Para nossa realidade local a luta do Santuário Sagrado dos Pajés está mais viva do que nunca e dessa vez se torna decisiva. O Governo do Distrito Federal através da Terracap demonstrou nas últimas audiências de conciliação que não está disposto a nenhum tipo de acordo. Em uma das audiências um procurador do GDF teve a ousadia de dizer: “Nós vamos tratar esse problema como invasão de terras, e já estamos acostumados pois já removemos vários terreiros pelo DF”. Mais um crime dessa vez de intolerância religiosa. Outras construtoras além da Emplavi conseguiram autorização para construir na área do santuário e as máquinas estão cada vez mais perto. O movimento de apoio ao Santuário retoma a vigília para proteger o cerrado e a equipe jurídica tenta de todas as formas uma boa resolução.
Os ataques das construtoras e da TERRACAP ao Santuário dos Pajés foram intensificados no início desse ano. Aproveitando o esvaziamento da cidade, as empreiteras fizeram grandes pressões legais e ilegais conquistando terreno no judiciário, avançando nas obras nas invasões que já tinham feito e abrindo pelo menos mais um nova invasão em plena terra indígena.
É hora de retomar os esforços de luta, recompor o acampamento….evocar toda a força da mobilização social e do grande Tupã contra os milionários e inescrupolosos especuladores que parasitam no setor privado e público do DF. Faça a sua parte e contribua para novos caminhos….
Já para essa semana estão previstas as seguintes atividades:
Sexta, 03/02 – Passagem nos bares da cidade à noite
Sábado, 04/02 – Jornada de trabalho para construções no Santuário
Domingo, 05/02 – Sarau de retomada do acampamento permanente no Santuário
A partir de domingo….acampamento retomado cheio de energia nesse ano de 2012 que promete grandes mudanças que certamente passam por muito amor, retomada de vínculos comunitários, resgate de tradições e identidades e engajamento social e político !!!

Presidente acena com vetos ao Código Florestal


Ao aproximar-se de movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial Temático, que terminou ontem (29), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, “não será o texto dos sonhos dos ruralistas”.
Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.
O aceno de Dilma foi bem recebido por ativistas. “Dilma disse claramente que o texto não será o código [florestal] dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso”, comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. “Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está”, disse Cruz. A promessa foi feita em reunião que contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB). “Esse compromisso é muito importante para nós. [O ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] tinha um vínculo natural com os movimentos sociais, mas ainda não tínhamos a mesma liberdade com a presidente. Dilma se aproximou. Temíamos que não acontecesse.”
Para representantes dos movimentos sociais, no entanto, o gesto da presidente não foi só uma forma de aproximação, mas também de pedir apoio à Rio +20 que, a exemplo do Fórum Social Mundial Temático, deve ser esvaziada. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, nome oficial da Rio +20, vai acontecer em junho no Rio de Janeiro.
Na reunião com Dilma, ativistas disseram que o Brasil não pode sediar a Rio +20 com uma legislação ambiental “retrógrada”. “O Brasil tem o dever de se apresentar bem e levar uma proposta concreta”, disse Oded Grajew, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial.
O clima de pessimismo sobre o futuro da Rio +20 e de possível fracasso da conferência dominou o fórum social, que foi um encontro preparatório dos movimentos sociais para o evento da ONU no Rio de Janeiro. Como o fórum social foi esvaziado, ativistas temem que o mesmo aconteça tanto na Rio +20 quanto na Cúpula dos Povos, evento que a sociedade civil organiza para acontecer durante a conferência das Nações Unidas.
Chamada de temática, esta edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo Mauri Cruz, um dos organizadores do evento. Em outras edições, o fórum teve mais de 150 mil participantes. As atividades foram pulverizadas na capital e em cidades da região metropolitana, dificultando o deslocamento e a participação nos eventos. Problemas na organização e na divulgação dos debates também fizeram com que muitos eventos fossem esvaziados.
Para Maria Cecília Wey, secretária geral da WWF, o formato do fórum social “não tem favorecido” que os debates se transformem em idéias concretas. “Está tudo muito disperso”, comentou. Do debate que a representante da WWF participou com Marina Silva, João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), SOS Mata Atlântica e Greenpeace, nenhuma proposta foi registrada para ser levada à Rio +20, por exemplo. “Não sei como vão transformar essas ideias em ação. Acaba sendo mais uma troca de informações do que outra coisa”, comentou.
Maria Cecília demonstrou receio em relação à Cúpula dos Povos, evento que será organizado pela sociedade civil durante a Rio +20. “Serão pelo menos três espaços diferentes para os movimentos sociais se reunirem. Com essa dispersão, não sei como vamos conseguir influenciar a conferência”, analisou.
Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, Chico Whitaker, defendeu uma “mudança de estratégia” para as próximas edições do encontro de movimentos sociais. “Corremos o risco de a esquerda falar só para si mesma. O fórum precisa ir para a sociedade. Precisamos parar de falar para nós mesmos”, afirmou.
A expectativa de que a Rio +20 seja um fiasco ganhou mais força durante os debates sobre a crise do capitalismo. Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese e responsável por organizar propostas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para a Rio +20, analisou que a crise econômica enfrentada por países desenvolvidos impedirá o debate ambiental. “O problema imediato é a crise econômica e não a ambiental”, disse Clemente. “O enfrentamento da crise exige a retomada da atividade econômica, cuja referência é produzir do jeito que fizemos até hoje. A crise exige uma solução que agrava o problema ambiental”, afirmou.
Clemente lembrou que até mesmo o Brasil, que sediará a Rio +20, incentivou a produção e venda de automóveis no enfrentamento da crise econômica de 2008. “Saímos bem economicamente, o que não significa que ambientalmente tivemos sucesso. Agravamos a emissão de gases de efeito estufa com a venda de automóveis”, comentou. “A Rio +20 pode fracassar do ponto de vista político, com a ausência de um compromisso político vigoroso em relação a uma agenda de mudança no padrão de produção.”

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