quarta-feira, 30 de março de 2011

Feminismo por Tica Moreno

 Em um bate papo descontraído com Tica Moreno tive a oportunidade de conhecer sua trajetória na luta feminista e clarear ideias sobre o que seria essa luta, seus fundamentos e quais suas bandeiras. Confira!

Tica Moreno
Tica Moreno, 28 anos, mora em São Paulo, Estudou no (a) FFLCH - USP, feminista, militante da Marcha Mundial das Mulheres, trabalha na ong SOF (Sempre viva organização feminista) que é a secretaria executiva da Marcha no Brasil.
Tica entrou na universidade em 2002 formando raízes militantes ao participar do movimento estudantil. Em 2003 com o encontro nacional dos estudantes de ciências sociais entrou em contato com outras meninas que já eram militantes do feminismo. No mesmo evento presenciou manifestos machistas, por parte dos meninos que participavam, e discussões feministas, por parte das militantes presentes, que apontaram o machismo que ela nunca antes havia visto com tais olhos. 



“Várias coisas que eu achava às vezes que era só comigo, só da relação do meu pai comigo, eu vi que não, que várias meninas sofriam a mesma coisa, coisas que vai se percebendo ao longo da vida. Por que o jeito que eu me visto é o que vai me dar respeito ou não e não o que eu penso ou o que eu falo?”

A partir desse encontro, voltando à universidade, onde tinha um grupo de várias meninas que era do movimento estudantil, começaram a colocar o assunto em debate (se consideravam que o machismo estava presente em suas vidas ou não, como estava, se era importante o combate e como) criando um coletivo feminista dentro do movimento estudantil que gerou contato com outras meninas já feministas, de fora da universidade. Foi quando obteve contato com a Marcha Mundial das Mulheres.

Simbolo da MMM
“A Marcha é um movimento bem horizontal, tem o comitê estadual em vários estados e uma coordenação nacional de representação. A partir do momento que você entra na marcha, você vira uma militante como todas que participam, tem um espaço muito grande que te oferece uma capacidade de pensar junto com as outras. Cada uma contribui a partir do que sabe fazer. (...) Uma das coisas da Marcha é que não tem uma referencia, têm várias referencias. A marcha junta desde meninas da cidade a mulheres trabalhadoras rurais, dos bairros, da periferia de SP... Junta todas nessa ideia de que o feminismo é pra gente uma luta que aponta pra uma coisa comum.”

Pergunto a Tica se a luta feminista é a busca por igualdade ou pela liderança:

“Nunca conheci nenhum coletivo feminista que tivesse essa coisa de querer dominar os homens, têm na história do feminismo alguns coletivos que falam do mundo para as mulheres, o que não teve muita repercussão porque não faz muito sentido.
O que se busca no feminismo é uma sociedade de homens e mulheres que tenha um grau de igualdade, que a gente não seja discriminada porque a gente é mulher, que a gente não sofra violência por que a gente é mulher, mas que a gente seja tão respeitada quanto os homens nessa sociedade. Às vezes vem essa ideia de que queremos dominar os homens, mas isso é uma espécie de pré-conceito com o feminismo. (...)
A gente quer ter uma boa relação com os homens, mas não queremos que eles sejam agressores, machistas... Queremos construir um mundo com eles, só que por enquanto está difícil. Eles tem que aprender que tem coisas que fazem que não podem fazer.”

Há muito debate em cima da diferença biológica entre homens e mulheres e Tica aponta que o feminismo não nega essa diferença, mas vê problema na desigualdade social que é construída a partir dessa diferença. 

“Essa coisa da mulher ser frágil, emotiva... Não tem problema ser emotiva, porque isso é desqualificado em uma sociedade?”
Quando o assunto é espaço da mulher no campo de trabalho, a crítica é levantada a partir do julgamento que é feito pelos homens, de que as mulheres não seriam capazes ou fortes o bastante pra aguentar cargos que pedem mais do profissional, em questões racionais ou físicas.

“Quem disse que as mulheres não podem ser assim também? (...) Uma das coisas que a gente acredita no feminismo é que temos que ter as condições de igualdade para poder ser o que quisermos ser. Condições que as mulheres como um todo não têm.”

Uma das coisas do feminismo é a conscientização própria e coletiva que é gerada por suas práticas, um processo de percepção e mudança. Um sentimento de responsabilidade com toda mulher, não apenas as que já estão organizadas, mas a busca de mudança também para mulheres que nunca ouviram falar sobre feminismo. 

“Depois que você começa a participar das coisas do feminismo é muito difícil fazer coisas sem pensar:
’Nossa como eu estou sendo conivente com o machismo’. Não basta que uma ou outra mude esse comportamento, é uma coisa que atinge a todas as mulheres então a saída também tem que ser por e para todas as mulheres. Nosso feminismo é pra todas. Pras trabalhadoras domésticas que estão sem direito nenhum, pras mulheres que sofrem violência que nunca souberam que isso tem a ver com machismo porque as mães e a vó também sofreram violência.”

“Nosso horizonte é a igualdade, mas pra gente conseguir a igualdade vamos brigar muito com eles, porque eles também têm que sair do lugar deles de dominadores.”
Marcha Mundial das Mulheres
Um ponto do feminismo é a distinção que não é feita desde sua primeira onda até a modernidade, é o julgamento de pensar que as mulheres já conseguiram seu espaço no mundo e nunca se satisfazem. A falta de informação sobre a realidade atual e as bandeiras feministas. 

“Têm coisas da essência que permanecem válidas, porque ainda existe o machismo e ele se expressa de várias formas.”

“O assunto do direito das mulheres ao voto, a essência dele é a mesma coisa quando a gente fala hoje que tem que ter mais participação das mulheres na política. Ainda tem a exclusão das mulheres na política. Claro que agora a gente já vota, já temos uma presidenta, mas temos apenas 10% no legislativo, tem alguma coisa que exclui aí as mulheres.  Na divisão sexual do trabalho, essa coisa de as mulheres serem as principais responsáveis pelo cuidado dos filhos, pela casa...Isso faz com que tenhamos em média 20 horas a menos que os homens para desenvolver outras habilidades.”

Peço pra Tica colocar as diferenças do feminismo moderno e daquele que começou antes da época da ditadura e ela menciona a forma de expressar a luta feminista hoje em dia. A irreverência, a significação das coisas em relação a como o machismo atua. Usa como exemplo a mercantilização do corpo e da vida das mulheres. A exposição corporal em propagandas e uma imposição de padrões estéticos e comportamentais.

“A gente vê como isso é presente na nossa vida, pra resolver como responder a isso. Fazemos, por exemplo, oficina de pichação crítica em cartazes de cerveja. Isso é uma coisa que faz sentido pra gente fazer, é uma forma de expressar o feminismo que talvez não fosse o das mulheres da década de 60. (...)”.

"A queima dos sutiãs."
Tica cita como simbolismo de imposição com relação ao corpo da mulher o movimento onde as mulheres queimaram seus sutiãs e tudo que era prepotente a elas. Mostra que sempre foi uma luta pra romper com tudo que oprime a mulher. E comenta os movimentos presentes na marcha, como a batucada, as musicas, mulheres que cospem fogo...

“Uma manifestação feminista com 5.000 mulheres, na frente tem uma batucada e de repente sai umas meninas cuspindo fogo. Isso é um sinal de poder das mulheres. Não do poder impositivo, mas de poder do tipo ‘eu posso’. Eu posso cuspir fogo, eu posso batucar, eu posso sair na rua e dizer como quero viver.”

Um ponto polêmico dentro do assunto feminista é a homossexualidade, a forma de julgarem o movimento como um movimento gay. Pra Tica isso não passa de preconceito com os gays e com o movimento feminista, uma forma que buscam para desqualificar suas lutas. Expõe a necessidade de debates sexuais e questiona o mundo do padrão heterossexual.

A gente defende no feminismo uma liberdade sexual, tanto para as lésbicas e héteros. (...) Achamos que as mulheres têm o direito de ter uma vida sexual ativa e prazerosa. (...) No movimento feminista tem muitas lésbicas, mas tem também muitas héteros. Pra gente é normal, é a liberdade de escolha de cada uma.”Completa comentando que muitas vezes são julgadas de ‘mal amadas’ também.

Simbolo Feminista
Muita coisa pode ser abordada dentro do assunto, Tica mostra pra gente que o feminismo não tem nada a ver com o objetivo de acabar com os homens, sendo simplesmente um coletivo de mulheres que querem uma sociedade com liberdade e igualdade para todas. E convida todas as mulheres a entrarem nessa busca. 

Toda mulher pode ser feminista, por conta própria e por coletividade, hoje, amanhã, todos os dias. Se o papel da mulher hoje é visto de maneira diferente na sociedade é graças ao feminismo e suas lutas por espaço e possibilidades. O feminismo é útil e ele ainda não acabou porque ainda existe machismo.” Tica Moreno

Para contato, maiores informações e novidades sobre a luta feminista sigam a Tica no twitter: @ticamoreno .

domingo, 27 de março de 2011

Homonidade, humanidade.

A diversidade é uma característica presente na história do Universo desde o exato momento em que surgiu o segundo elemento, seja ele qual for. Diferente do primeiro e diferente de todos os outros, o segundo teria suas peculiaridades que o tornariam único. O mesmo acontece até hoje, seja no que diz respeito às culturas, etnias, religiões e opções sexuais. A grande diferença é que, em vez de tomar consciência da diversidade e explorá-la corretamente, a maioria da população moderna (porque “sociedade” ou “comunidade” quase não cabe ao uso) prefere simplesmente se autodenominar superior, se entregando ao falso direito de ultrapassar os limites morais da boa convivência e desrespeitar qualquer diferença que não caiba em seus padrões pré-estabelecidos.
O principal alvo do preconceito está sobre as questões sexuais. Todas as opções que não abrangem os princípios heterossexuais são discriminadas, mesmo que não por toda a sociedade. As atitudes sexofóbicas têm fundamentos variados; alguns são sociais, outros religiosos.
A Bíblia possui passagens sobre o tema, a maioria no Antigo Testamento. Eis uma delas: “Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher.” (Levítico, 18:22). E no Novo Testamento: “Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, mulheres com mulheres; e receberam em si o castigo merecido por sua perversão.” (Romanos 1:27). Tais menções não se adequam aos princípios de total amor e respeito pregados frequentemente, revelando uma contradição explícita. E nenhumas das palavras relacionadas ao julgamento de homossexuais foram pronunciadas por Jesus Cristo, figura principal da história religiosa ocidental.  Além disso, comparar a população e os princípios da época em que a Bíblia foi escrita com os atuais (e querer mantê-los) é anular a história da evolução humana.
Em setembro de 2010, a Câmara dos Deputados reativou o projeto de lei que torna crime a homofobia. Naturalmente, os prós e os contras vieram à tona. Porém, destacou-se a Universidade Presbiteriana Mackenzie, que nenhum papel tinha na aprovação ou rejeição do projeto, divulgando em seu site a seguinte nota: “Uma lei dessas maximiza os direitos de um determinado grupo de cidadãos […] As Escrituras Sagradas ensinam que Deus criou a humanidade com propósitos heterossexuais específicos.” Após a polêmica gerada, a Universidade vergonhosamente retirou o texto do ar sem dar explicações. Ao contrário do que Augustus Nicodemos, reitor e autor na nota, pensa, a lei iguala os direitos dos homossexuais aos da sociedade considerada normal, punindo os agressores diretamente, sem que seja necessário recorrer às leis abrangentes.
Pior que o preconceito firmado em princípios com data de validade vencida, só o preconceito sem fundamento. Agredir alguém, seja física ou verbalmente, sem ter consciência do objetivo do ato, é agredir os mesmos direitos que defenderiam o agressor se o mesmo fosse agredido em alguma outra ocasião. Além de antiético, é imoral e condenável pela Constituição Brasileira e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Um fato interessante e digno de menção, mas que não é regra, é o fato de que todo homossexual, quando agredido por tais características, é agredido por outro homossexual contido e revoltado com sua própria natureza. Em Glee, seriado norte americano exibido pela Fox, o personagem Kurt (Chris Colfer) sofre bullying por sua opção sexual. No sexto episódio da segunda temporada, Karofsky (Max Adler), um de seus principais agressores, revela compartilhar da mesma característica ao surpreender Kurt com um beijo na boca. O fato não tem exemplos só no mundo fictício. No Brasil, vários ex-agressores já assumiram ser homossexuais durante seus julgamentos.
O preconceito existe e é inevitável, mas expressá-lo de maneira agressiva é a pior maneira de se resolver assuntos de tal magnitude. O respeito mútuo e a tolerância são direitos de todo ser humano, não sendo aceitas predefinições que estabeleçam critérios para a prática de tais.

“Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade voltada para um objeto qualquer de desejo, que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de integridade ou moral.” (Caio Fernando Abreu)

por Henrique Resende

terça-feira, 22 de março de 2011

Ato contra energia nuclear


Venha participar de uma vigília pacífica em solidariedade às vítimas da tragédia no Japão, que agora enfrentam sérios riscos de contaminação radioativa.

Os eventos recentes no Japão provam que a tecnologia nuclear não é limpa, muito menos segura e que os piores cenários podem virar realidade. Mesmo assim, o governo brasileiro insiste em construir a usina de Angra 3 e nos planos de instalar no mínimo 4 novos reatores nucleares nos próximos anos.

A vigília em solidariedade ao povo japonês é também um recado claro para que o Brasil desista do seu programa nuclear e apoie soluções voltadas para um futuro verdadeiramente limpo e pacífico, começando com a aprovação da lei nacional de Energias Renováveis, que está parada no Congresso Federal há mais de um ano.

Participe!

Dia: 23/03/2011

Horário: 18h - 24h

Locais: 
- São Paulo/SP - Praça da Liberdade, próx. ao metrô Liberdade
            - Rio de Janeiro/RJ - Sede da Eletrobrás - Av. Presidente Vargas, 403 - Centro
            - Salvador/BA - Praça Municipal, próx. ao Elevador Lacerda e prefeitura
- Belo Horizonte/BH - Praça da Liberdade
- Recife/PE - Palácio do governo - Praça da república, s/n, Santo Antonio
- Porto Alegre/RS - Usina do Gasômetro


USE CAMISETA PRETA.
TRAGA UMA VELA E UMA FLOR.

PRODUZA SEU PRÓPRIO CARTAZ OU BANNER.


Iniciativa: Matilha Cultura, 350 e EcoGreens
Apoio: Todas as organizações e cidadãos que desejam um futuro de energia limpa, segura e renovável para o Brasil!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cada vez mais, seguimos juntos!

Melhor Blog Ambiental!
Melhor Blogueira Ambiental!


Quem me conhece sabe o quanto tudo isso parece surreal. Com 8 meses de vida, já somos 4 na equipe, tema de 1 TCC, viramos assunto de alguns trabalhos escolares, fizemos parcerias incríveis, fomos indicados e premiados, lançamos campanhas...

Sempre falei que se o Repensar atingisse uma única pessoa, meu trabalho já teria dado certo, já seria compensador. E olhando as estatísticas do site, seguidores no twitter, amigos no facebook... tenho a certeza que cumpri e até ultrapassei minha idéia inicial - rs -.

É clichê? É clichê! Mas escrevo esse post para agradecer. Não só pelos votos no Prêmio Bloguerama. Mas por acreditarem!
Cada um que aceitou o convite para repensar, que visita nossas páginas, divulgam nossas idéias e ideais, criticam, debatem... agradeço até quem torce contra! Isso me dá força para lutar e fazer sempre o meu melhor, meu mais honesto.
Acredito na força das pessoas, na força de um ideal de luta e transformação. Cada vez mais, seguimos juntos!

Aproveito esse post para apresentar oficialmente nossa nova redatora: Talissa Ribeiro. Seja bem vinda!

E em breve divulgarei outras ótimas novidades =)

May Alves

quarta-feira, 16 de março de 2011

Upciclying





O que fazer com embalagens de salgadinhos, isopor, roupas e sapatos fora de uso, restos de tecido, fitas cassete e todos os resíduos que não são valorizados pelas empresas que fazem reciclagem? Upcycle!
Upcycling é o termo usado para a reinserção, nos processos produtivos, de materiais que teriam como único destino o lixo, para criar novos produtos. É transformar algo que está no fim de sua vida útil em algo novo, de maior valor, sem precisar passar pelos processos físicos ou químicos da reciclagem. O material é usado tal como ele é.
A proposta ecologicamente correta e de custos reduzidos (afinal, a matéria prima vem do que se tornaria lixo) já está virando uma oportunidade de negócios lucrativa. Recém-chegada ao Brasil, a empresa americana TerraCycle enxergou esse potencial e cria acessórios confeccionados com embalagens que iriam para o lixo. De embalagens usadas de salgadinhos, difíceis de reciclar porque não têm valor econômico, são feitas bolsas, mochilas, estojos, cadernos, guarda-chuvas. Em sete meses de atividades no Brasil, a empresa já conseguiu utilizar 200 mil embalagens que iriam para o lixo. Mais informações aqui.
O upciclying também é prato cheio para gente criativa. Que o diga o jovem designer holandês Patrick Schuur, que, entre outras coisas, criou um armário revestido por mais de 900 fitas cassete (veja foto).
Farejadora de tendências e modismos por natureza, a indústria da moda também está atenta ao upcycling. Em recente viagem à Londres, não pude deixar de reparar em pontos de coleta de roupas e sapatos como os da foto acima, lado a lado com os contêineres para lixo reciclável. Descobri que são empresas, como a LMB, que coletam roupas e sapatos que as pessoas não querem mais e as reinserem no processo produtivo – menos de 10% vai, efetivamente, para o lixo. No Brasil, marcas como a Cavalera e Osklen já estão aderindo ao conceito.
As vantagens do processo de upcycling incluem reduzir a quantidade de entulho que vai para aterros ou que acabaria descartada de maneira incorreta, nas ruas, nos rios. Além disso, o processo substitui o uso de matérias primas ‘virgens’ na criação de novos produtos, evitando outros tipos de poluição causados pela atividade industrial.
E você, já praticou o upcycling?


FONTE 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Indicação - Prêmio Bloguerama

O Projeto Repensar acaba de ser indicado ao Prêmio Bloguerama do Site Jumble Line como Melhor Blog Ambiental! E como se já não fosse lindo o bastante, também fui indicada (May Alves) como Melhor Blogueira Ambiental!

São 100 categorias, 3 sobre o Meio Ambiente e fomos indicados em duas! Até agora, já são mais de 15.000 votos. As votações vão até o dia 18/03.


Para votar, é simples:






                                 ou


  •  Mande um tweet para @BlogJumbleLine dizendo: "Eu voto no @ProjetoRepensar como melhor blog ambiental" e "Eu voto na @maa_y como melhor blogueira ambiental".




Fiquei muito feliz com essas indicações e só posso agradecer cada um de vocês!
Obrigada por terem aceitado Repensar com a gente, obrigada pelos comentários e divulgações, obrigada por acreditar!


Ajude-nos a espalhar nossos ideais, repensem e votem!

sábado, 12 de março de 2011

Dê o exemplo, seja sustentável

O que leva uma pessoa a tomar uma atitude sustentável?

Será que é pela crença de que está fazendo algo positivo pela humanidade? Ou porque percebeu que pode economizar dinheiro se souber poupar e reaproveitar alguns bens? Nem sempre…
De acordo com o professor Noah Goldstein, em sua participação no Social Innovation Conversations da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, uma das maiores motivações para a tomada de decisões em prol do meio ambiente é o fato de as pessoas serem influenciadas e estimuladas por outras pessoas.



Sabem aquela história do “eu faço porque todo mundo faz”? Ao invés de soar como uma falta de criatividade, a regra pode valer para aumentar o número de indivíduos realmente comprometidos com as causas do meio ambiente.
Na pesquisa realizada pelo professor da UCLA foi possível identificar o quanto os seres humanos são influenciados por mensagens bem colocadas, especialmente quando sabem que outros ao seu redor agirão da mesma forma. Informação + colaboração resulta em mudança de atitudes.
Um dos exemplos utilizados são os cartazes colocados em hotéis incentivando os hóspedes a não colocarem suas toalhas para lavar sem necessidade. Ao mesmo tempo em que os hotéis podem economizar água, também estão disseminando uma informação importante sobre como colaborar com o meio ambiente a partir de uma atitude simples, que tem impacto justamente por ser uma mudança coletivatodos os hóspedes podem colaborar com essa economia utilizando suas toalhas por mais de um dia.
Para ouvir o podcast na íntegra, em inglês, é só clicar aqui. Que tal fazer a sua parte e repassar uma mensagem de sustentabilidade, ajudando e ensinando a alguém de sua convivência sobre como ter atitudes mais conscientes?
Com informações do Portal Ecodesenvolvimento.  


Mais uma vez?

Em pleno carnaval, começam as obras de Belo Monte.

Começaram na segunda-feira (07/03) as obras de terraplanagem da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, um investimento de pelo menos R$ 19 bilhões. O canteiro de obras começa a ser instalado em meio a um impasse judicial e ambiental. Para evitar que Belo Monte atrasasse, o governo criou um licenciamento especial. No leilão de concessão foi firmado o acordo de a usina começar a produzir em 2015. Mas, se o canteiro não fosse instalado neste mês, somente em 2016 a usina começaria a operar. Isso porque em abril começa o período das chuvas. Em fevereiro, a Justiça Federal no Pará conseguiu uma liminar cancelando a licença especial. Na semana passada, porém, o Tribunal Regional Federal suspendeu os efeitos da ação judicial - 

FONTE: FSP, 8/3, Mercado, p.B3; O Globo, 8/3, Economia, p.13. 



"Eu acho que o homem começou a se perder no momento em que desrespeitou a natureza, e vai pagar o preço disso. Todas as coisas estão encadeadas e você tem que respeitar a hierarquia delas. Tudo isso que está acontecendo no Sul, as enchentes etc. é resultado da Usina de Itaipu. Como é que ousam ir lá, alagar Sete Quedas, que a natureza levou milênios para colocar em harmonia, e a gente não fala nada? Para mim a solução era botar uma bomba em Itaipu, explodir aquela merda e deixar o rio correr de novo. Digo isso e acham que sou louco. Sou louco sim, porque falo o que penso."

- Entrevista com Ney Matogrosso por Paula Dip e Caio F., na revista Around em 1984.







quarta-feira, 9 de março de 2011

Compre uma música e ajude entidades ambientais

Compre uma música, salve o planeta. Essa é a noção por trás da iniciativa de um alpinista, cem músicos e dezenas de organizações ambientais.
Na chamada Patagonia Music (www.patagonia.com/music), fãs podem desembolsar US$ 0,99 para comprar 22 versões exclusivas de músicas de cantores como Jack Johnson (To the Sea) e bandas como Pearl Jam (Oceans) e Maroon 5 (Wake Up Call). Algumas das músicas são novas, outras são ao vivo ou acústicas. A cada semana serão colocadas mais quatro canções à venda e beneficiadas organizações ambientais escolhidas pelos músicos.
Quem lidera a iniciativa é o lendário alpinista Yvon Chouinard, de 72 anos, que criou a empresa de roupas de esportes na neve Patagonia e se tornou ambientalista, chegou a comprar áreas e, para preservá-las, as transformou em parques.
Em entrevista ao jornal USA Today, ele afirma ter fé que os jovens fãs de música vão responder ao apelo para agir. "Os mais jovens estão conscientes. Eles não negam o aquecimento global, tiveram educação suficiente e querem fazer alguma coisa."
Ao comprar a versão ao vivo da música Cold Hearted, de Zac Brown Band, as pessoas ajudarão, por exemplo, o projeto da Urban Farming para criar jardins com plantações de vegetais nas cidades.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres em luta

Marcha Mundial das Mulheres


Pro movimento feminista, o dia internacional das mulheres é um dia de luta.
Essa é a origem deste dia, que foi proposto pelas mulheres socialistas há 101 anos para ser um dia comum de luta das mulheres de todo o mundo (mais dos países do Norte, naquela época) principalmente pelo direito ao voto.
E 101 anos depois, aqui estamos nós de novo. Todos os debates, reivindicações, denúncias que o movimento de mulheres faz durante o ano todo tem no 8 de março uma visibilidade maior. É o principal momento pra gente chamar atenção pro machismo que ainda existe, mas também pras mulheres organizadas que propõem e constroem alternativas por um mundo livre e com igualdade.
Escrevo esse post a partir do que a gente faz na Marcha Mundial das Mulheres, que tem agendas comuns com o movimento feminista do Brasil e do mundo tudo.
Pra nós é importante afirmar que as transformações que queremos na vida das mulheres passam por transformações globais na sociedade. Então, nos afirmamos como feministas em luta contra o capitalismo patriarcal, racista e lesbofóbico.


Tarefa grande essa, né? Mas ter essa visão anti-sistemica nos ajuda a situar nossa luta não apenas no terreno das reivindicações por mudanças de lei e mais políticas públicas (que queremos), mas no plano das relações sociais que queremos mudar.
Por exemplo, a gente precisa da Lei Maria da Penha sendo aplicada e os agressores sendo punidos, mas a violência sexista tem que acabar. Pra isso, as relações entre homens e mulheres tem que ser iguais, baseada na liberdade de cada um.
Na pauta desse 8 de março estão: a legalização do aborto, a igualdade no mundo do trabalho e em casa, as políticas públicas pra garantir autonomia econômica para as mulheres, como as creches públicas (na campanha, a Dilma afirmou a construção de 6 mil e estamos cobrando), a defesa da biodiversidade e a soberania alimentar, a igualdade racial, a liberdade de amar, a solidariedade internacional com as mulheres de todo o mundo que lutam por sua liberdade em condições bem adversas.
O 8 de março caiu bem na terça feira de carnaval. Em várias cidades as mulheres estão organizando blocos feministas que ao mesmo tempo em que resgatam o caráter popular do carnaval, questionam a mercantilização desta festa junto com a mercantilização do corpo das mulheres.
Em várias outras cidades, as mulheres já organizaram ações (por exemplo a jornada das mulheres da via campesina contra os agrotóxicos) ou estão convocando manifestações políticas para depois do carnaval, como é o caso de São Paulo (o ato é dia 12).
Aqui no blogueiras feministas vai ser uma semana bem legal, as meninas estão fazendo posts sobre várias questões que pra nós são importantíssimas. Vai ser o primeiro 8 de março do blogueiras feministas e vai ser um sucesso =)
Aqui embaixo estão algumas das atividades feministas do Brasil, extraídas do site da Marcha Mundial das Mulheres. Se tiver uma na sua cidade, vai lá! Uma manifestação, nas ruas, nos dá mais força e mais certeza de que somos muitas (queremos ser mais) e estamos no caminho certo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Começa obra de acesso ao local onde será a hidrelétrica de Belo Monte

 "Guarda nos olhos tua floresta, Curumim, que o homem branco já vem te ensinar o significado da palavra Fim."

 

Prevista para ser segunda maior do país, usina é alvo de disputa judicial.
Ibama liberou canteiro de obras, mas MP questiona impactos ambientais.

 

Do G1, em São Paulo

Tiveram início nesta segunda-feira (7) as obras de acesso ao local onde será construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, segundo informações da Agência Brasil, agência de notícias feita pela estatal Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
O engenheiro José Biagioni, da Norte Energia, consórcio responsável pela obra, disse à Agência Brasil que esta fase da obra se refere aos trabalhos autorizados na licença de instalação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Ibama autorizou a instalação do canteiro de obras em janeiro, mas o Ministério Público Federal (MPF) no Pará questionou que as condicionantes do Ibama para a concessão da licença ambiental, concedida no ano passado, ainda não haviam sido cumprida. Por isso, a Justiça Federal cassou a licença de instalação da obra por meio de uma liminar. No começo de março, a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu derrubar a liminar, o que permitiu que o canteiro começasse a ser construído.
A licença de instalação também permite, além dos canteiros, a construção da sede administrativa da obra e a construção dos acampamentos e refeitórios onde trabalharão os operários.
De acordo com o coordenador do Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu, Vilmar Soares, um grupo do Consórcio Norte Energia esteve no local da obra, onde foi colocada uma placa sobre o início dos trabalhos. Ele afirmou que o início da obra já havia sido anunciado em Altamira, cidade-sede da hidrelétrica.
"Estamos planejando visitar as condicionantes exigidas pelo Ibama em 10 dias. Nossa preocupação é com as pessoas que estão nas áreas atingidas. Somos favorável ao projeto, mas nunca de qualquer jeito. São 6 mil famílias, quase 24 mil pessoas, e ainda não ficou definido para onde vão essas pessoas. Isso pode gerar um caos social muito grande."
O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Norte Energia, mas não conseguiu contato por conta do feriado de carnaval.
Obra polêmica
A hidrelétrica de Belo Monte é uma das maiores obras de infraestrutura previstas pelo governo federal e também um dos projetos que enfrenta maior resistência.
Enquanto o governo diz que a obra é necessária para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos para o país, moradores locais, entidades e especialistas destacam que os riscos ambientais e sociais podem ser mais prejudiciais do que os benefícios econômicos da obra.
A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios do Pará: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida e tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.
A região discute há mais de 30 anos a instalação da hidrelétrica no Rio Xingu, mas teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro do ano passado, pelo Ibama, da licença ambiental com 40 condicionantes para redução dos impactos socioambientais.
Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal - há especulações de que a obra custe até R$ 30 bilhões. A usina está prevista para começar a operar no fim de 2014.
Apesar de ter capacidade para gerar 11,2 mil MW de energia, Belo Monte não deve operar com essa potência. Segundo o governo, a potência máxima só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a geração pode ficar abaixo de mil MW. A energia média assegurada é de 4,5 mil MW. Para críticos da obra, o custo-benefício não compensa.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Em 2011, a Hora do Planeta vai além da hora. Recicle-se


Com a adesão de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo, a Hora do Planeta é a maior mobilização mundial contra o aquecimento global. A plataforma 60+ surgiu para manter essa chama acessa ao longo do ano. 

Em 2011, a Hora do Planeta vai além da hora. É o começo de um processo de mudança e tomada de atitudes concretas para o bem do planeta. Ao participar da Hora do Planeta, pedimos que além de pagar as luzes no próximo dia 26 de março você torne o seu cotidiano mais sustentável.  

Nesse primeiro passo, a proposta do WWF-Brasil é “Recicle-se”

Reduzir, reutilizar e reciclar. Essas são ações concretas que todos nós podemos fazer para minimizar o nosso impacto no meio ambiente. Cada tonelada de lixo gerada pelo consumo, por exemplo, resulta em média de vinte toneladas de resíduos associadas à extração de recursos naturais e de cinco toneladas durante a industrialização. Gerar menos lixo e reciclar mais é a mudança comportamental que está ao alcance de todos para garantirmos as condições necessárias para a vida no nosso planeta. 

Fique atento. 60+ é uma plataforma de informação e mobilização que vai ajudar você e seus amigos a conquistarem esse objetivo.

O WWF-Brasil, o planeta Terra e todos nós agradecemos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar!

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Projeção em computação gráfica da Avenida Washington Soares, uma das mais moviemtnadas em Fortaleza, com a utilização do posto híbrido.

Não tem mais volta.
As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.

Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.

À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".

O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.

terça-feira, 1 de março de 2011

Manifesto de Repúdio e Convocação Geral

Manifestação Pacífica


Local: Gramado do Congresso Nacional
Data: 03 de março de 2011 – Quinta-feira
Horário: 13h



Temos Código de Trânsito. Descumprido e não fiscalizado. Um fantoche de regras ignoradas à luz do dia, e da noite. Solenemente complexo, ineficaz e caricato, de tantas alegorias penduradas e depois descartadas: da obrigatoriedade do kit de primeiros socorros ao selo dos capacetes, comprados em porta de botequim. Que disciplina a pena por dirigir embriagado – ridiculamente fiscalizada – e as exigências para obter a CNH – para que serve o psicotécnico se um destemperado de 47 anos pode ter a sua?

Temos Código Penal. Que deixa margem e o STF confirma: A vida de um ciclista pode ser comprada com cestas básicas ou serviços à comunidade. Que preza pela impunidade, que dá exemplos errados ao deixar de punir severamente quem descumpre a lei. Que banaliza a vida humana e permite aos criminosos um belo sorriso ao conhecer sua pena – quando há.
Já que tais Códigos são letra morta, vamos enterrá-los. Em manifestação de cunho pacífico, na Esplanada dos Ministérios, no próximo dia 03 de marçoàs 13h, em frente ao Congresso Nacional.

Traga uma cesta básica, ou um quilo de alimento. Vamos comprar antecipadamente o nosso direito de viver e de utilizar os espaços públicos. Após o enterro simbólico, vamos entregar aos representantes dos Três Poderes uma Declaração de Óbito dos referidos Códigos, juntamente com uma cesta básica, e exigir uma postura ativa de quem pode fazer a diferença.
Que fique claro: Não aceitaremos calados a impunidade de Porto Alegre. Venha como for possível: de carro, carona, ônibus ou bicicleta. Convoque ciclistas, familiares e amigos. Nossa capacidade de mobilização é a única ferramenta que dispomos.
Os alimentos arrecadados serão doados a uma instituição de caridade.


Bicicletando pela paz no trânsito

Na última sexta-feira, dia 25/02/2011, um carro atropelou intencionalmente diversos ciclistas que participavam da Bicicletada de Porto Alegre. Como se não bastasse a esquizofrenia do acontecimento em si, a mídia corporativa trata o ocorrido como um acidente. Justificam ou amenizam a atitude do motorista reproduzindo a lógica de que as bicicletas estavam atrapalhando o trânsito (ignorando, como define o CTB, que a bicicleta é um meio de transporte e que deve andar nas ruas).

Bicicletadas (ou Massas Críticas, dois nomes, o mesmo movimento) irão ocorrer essa semana em diversas cidades brasileiras em solidariedade aos ciclistas de Porto Alegre e principalmente para mostrar nossa indignação com a impunidade dos crimes de trânsito no Brasil.



Rio de Janeiro:




Brasília:


Porto Alegre:


Quarta-feira 02 de março de 2011, 18h00


Pátio da Reitoria da UFPR

Se puder venha de branco.

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