quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Queremos uma [r]evolução energética!

"A aposta nas energias renováveis [eólica, hídrica e solar] é equivalente à aposta numa central nuclear"

Existem três grandes tipos de combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás natural. O nome fóssil surge pelo tempo que demora à sua formação, vários milhões de anos. Estes recursos que agora se utilizam foram formados à 65 milhões de anos.

O processo de formação de combustível fóssil deve-se às plantas, animais e toda a matéria viva, que quando morrem decompõem-se, sendo precisos dois milhões de anos até que esta matéria orgânica origine o carvão, posteriormente dando lugar ao petróleo e ao gás natural.

Problemas com o uso de combustíveis fósseis:

Esgotarem-se. Se continuarmos a usar provisões da energia não renovável ao ritmo que as usamos hoje, as nossas melhores estimativas dizem-nos que as reservas de carvão mundiais poderiam durar durante aproximadamente 200 anos, as reservas de gás natural mundiais aproximadamente 60 anos e as reservas de petróleo mundiais quase 40 anos. Contudo, podermos efetivamente esgotá-los mais rapidamente do que estas estimativas. A exigência de energia global aumenta exponencialmente à medida que os países se industrializam e a população mundial cresce.

Alterações climáticas. Cada vez mais os peritos aceitam que o clima mundial está-se a modificar. No século passado as temperaturas globais aumentaram em cerca de 0.7°C e de dez em dez anos continuam a aumentar desde 1990. Os cientistas acreditam que este aquecimento é devido, pelo menos em parte, ao nosso aumento do uso de combustíveis fósseis. Os combustíveis fósseis ardentes lançam dióxido de carbono na atmosfera, o que contribui para a deterioriação do ozono, já que este gás é um dos principais "gases de estufa".
Não há solução rápida ou simples para a mudança climática. Seus desafios exigem uma variedade de estratégias e ações nos níveis local, regional e mundial. A redução substantiva das emissões de gases de efeito estufa é a prioridade imediata, ou seja, a redução no consumo dos combustíveis fósseis.

Aumento da contaminação do ar. Gases e materiais particulados, provenientes justamente da queima destes combustíveis, geram uma série de impactos locais sobre a saúde humana. Outros gases causam impactos em regiões diferentes dos pontos à partir dos quais são emitidos, como é o caso da chuva ácida.


Soluções para o uso de combustíveis fósseis: ENERGIAS ALTERNATIVAS

Energia Hidráulica. Essa energia vem da evaporação da água, pelo calor do Sol, que sobe com o vento, forma núvens e precipita no alto das montanhas na forma de chuvas, essas chuvas formam os rios que são represados, a água desses rios gira turbinas que produzem energia elétrica. É encontrada sob a forma de energia cinética, sob diferenças de temperatura ou gradientes de salinidade e que pode ser aproveitada e utilizada.

Biomassa. É utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema. A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.

Energia Solar. É uma fonte de vida e de origem da maioria das outras formas de energia na Terra. Através de coletores solares, a energia solar pode ser transformada em energia térmica, e usando painéis fotovoltaicos a energia luminosa pode ser convertida em energia eléctrica. Ambos os processos não têm nada a ver uns com os outros em termos de sua tecnologia. Mesmo assim, as centrais térmicas solares utilizam energia solar térmica a partir de coletores solares para gerar eletricidade.

Energia Eólica. Utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores - grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um catavento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. Em países como o Brasil, que possuem uma grande malha hidrográfica, a energia eólica pode se tornar importante no futuro, porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e que também vai ficar cada vez mais controlado.

Energia Geotérmica. Em algumas áreas do planeta, próximas à superfície, as águas subterrâneas podem atingir temperaturas de ebulição, e, dessa forma, servir para impulsionar turbinas para eletricidade ou aquecimento. A energia geotérmica é aquela que pode ser obtida pelo homem através do calor dentro da terra.

Energia Maremotriz. É o modo de geração de eletricidade através da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido às marés. Dois tipos de energia maremotriz podem ser obtidas: energia cinética das correntes devido às marés e energia potencial pela diferença de altura entre as marés alta e baixa.

Energia do Hidrogênio. A energia do hidrogênio é a energia que se obtém da combinação do hidrogênio com o oxigênio produzindo vapor de água e libertando energia que é convertida em eletricidade. Existem alguns veículos que são movidos a hidrogênio.

Lamentavelmente em nosso país (ranqueado entre os 5 maiores emissores mundiais de CO2) o planejamento energético governamental até 2030 aponta na contramão do combate às mudanças climáticas, prevendo a construção de mega-hidrelétricas na região norte, a construção de novas usinas nucleares, e a expansão de termelétricas movidas com combustíveis fósseis.
 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Celular com bateria de Coca Cola!



O designer Daizi Zheng projetou um celular que dispensa o uso de baterias de lítio: ele só precisa de um pouco de Coca Cola, melhor dizendo, algum liquido açucarado para funcionar.



O projeto começou com a idéia de criar um telefone ecológico para a Nokia. Durante a pesquisa, Zheng percebeu que as baterias eram o grande vilão da sustentabilidade dos aparelhos: fontes de energia caras, que consomem muita matéria prima na sua produção e são nocivas ao meio-ambiente.


A solução encontrada foram as bio baterias: dispositivos que geram energia a partir de carboidratos (no caso, açúcar) utilizando enzimas como catalisadores. Isso significa que basta uma bebida açucarada para que o telefone funcione. O melhor é que, no processo, ele só libera água e oxigênio.

Segundo o designer, as biobaterias operam por três a quatro vezes mais tempo com uma carga do que as baterias convencionais – além de serem completamente biodegradáveis.


O exemplo do refrigerante parece ser mais uma jogada de marketing do que uma obrigatoriedade. Vale lembrar que a Coca Cola e outro refrigerastes a base de nós de cola (um dos principais [ou o principal] princípios ativos desses refrigerastes) também levam sal, exemplo: 50mg de sódio só em uma lata de Coca de 350ml, o que pode fazer com que o refrigerante não seja tão eficiente assim. Provavelmente uma mistura de água com açúcar teria um efeito até melhor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Salvar o planeta?

Quem nunca viu em reportagens, filmes, campanhas publicitárias e coisas do gênero, com ativistas – ou não – segurando placas, com a frase “Save the Planet – Salvem o planeta”?
Depois de ver isso muitas vezes, passei a me perguntar: Será que realmente precisamos salvar o planeta? Será que apresentamos algum risco a ele?
Bem, minha conclusão foi de que não, não apresentamos riscos ao planeta; nós estamos destruindo a nós mesmos, não a Terra.
Desmatamento, aquecimento global, lixo nas ruas, isso tudo trouxe consequências para nós, não para o Planeta.
O nosso planeta tem massa de, aproximadamente, seis sextilhões de toneladas. Seu diâmetro equatorial é de 12.103 km. Isso faz com que o homem seja só um ponto de nada – muito nada – em sua superfície, enquanto ele é algo monstruoso para nós.
Quando jogamos lixo na rua, quando construímos em barrancos, quando desmatamos, quando não nos preocupamos com o Aquecimento Global, quem sofre as consequências somos nós, não o Planeta. Isso pra ele não faz diferença. Quando tem enchente, deslizamento de encostas, ar poluído e etc, o ser humano é quem paga o preço. A Terra continua lá, magnífica, orbitando o Sol, como se nada tivesse acontecido.
Tivemos muitos avanços, aprendemos muito, evoluímos bastante. Mas por que ainda continuamos tão ignorantes nesses aspectos? Porque ainda não conseguimos entender que nós estamos aqui de favor, e estamos destruindo a nós mesmos?
Cuidar do Planeta é cuidar de nós, da humanidade, é "pagar o aluguel" por morar aqui.
O Planeta, com ou sem homem, com ou sem inteligência, tecnologia, vai continuar sendo planeta. Nós precisamos dele, mas ele não precisa de nós. Não estivemos no início e não vamos estar no fim.
Se realmente queremos mudar, fazer a diferença, devemos salvar a humanidade da própria humanidade. Não somos bons o bastante pra acabar com o planeta, e ele, por enquanto, não precisa da nossa ajuda; nós, sim, precisamos da ajuda dele.

Por Maurício Bitencourt

domingo, 23 de janeiro de 2011

A nova camisa (ecologicamente correta) da Seleção Brasileira


Desde a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a seleção brasileira veste a amarelinha com um novo tipo de tecido, um poliéster a base de garrafas PET recicladas. E no dia 31 de Janeiro será lançada a nova camisa da seleção brasileira, com algumas novidades visuais e tecnológicas.
A principal novidade e a mais impactante é a faixa verde no peito, que a primeira vista parece algo solto no meio da camisa, entretanto, há um significado pra essa faixa verde. Ela representa um ‘escudo guerreiro’, com inspiração nas pinturas que os indígenas faziam em seus corpos antes das batalhas, e assim, ‘fechar o corpo’ dos nossos jogadores.
Quanto à tecnologia do tecido, a fornecedora oficial de materiais esportivos da seleção (Nike), informou que todo o uniforme será confeccionado com base em tecidos ecológicos, produzidos a partir de garrafas PET recicladas, e sua evolução tecnológica será considerável em relação ao modelo anterior.
Continuando a inovar, dessa vez os calções e as meias também compartilharão da mesma tecnologia das camisas, o que nos permite dizer que o uniforme todo da seleção brasileira será ecologicamente correto.
Isso comprova a força que a Moda Sustentável vem ganhando a cada dia, conquistando consumidores e pressionando a indústria a desenvolver novas e melhores tecnologias têxteis, sempre com o objetivo maior de preservar o meio ambiente.
E você, o que achou da nova camisa (ecologicamente correta) da nossa querida Seleção Brasileira?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Reciclagem de pilhas e baterias: uma questão que pode e deve ser resolvida

Apesar da aparência inocente e pequeno porte, as pilhas e baterias de celular são hoje um problema ambiental. Classificadas como resíduos perigosos e compostas de metais pesados altamente tóxicos e não-biodegradáveis, como cádmio, chumbo e mercúrio, depois de utilizadas, a maioria é jogada em lixos comuns e vai para aterros sanitários ou lixões a céu aberto.
A forma como são eliminados e o consequente vazamento de seus componentes tóxicos contamina o solo, os cursos d’água e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna das regiões circunvizinhas. Através da cadeia alimentar, essas substâncias chegam, de forma acumulada, aos seres humanos.
Durante muitos anos, devido ao pouco uso de aparelhos eletrônicos, não havia preocupação com a reciclagem de pilhas e baterias. Mas com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, esses materiais tornaram-se artigos relevantes no dia a dia e de fácil acesso, e seu descarte começou a preocupar pesquisadores, ambientalistas e autoridades.
Em função disso, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) elaborou uma resolução (n° 257/99), que disciplina o descarte e o gerenciamento adequado de pilhas e baterias usadas. Consta, em seu artigo primeiro:

“As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos,..., após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado”.

A resolução entrou em vigor em 22 de julho de 2000, e passou a responsabilizar fabricantes, importadores e comerciantes de pilhas e baterias pela coleta destes produtos no fim de sua vida útil. Além disso, a resolução classifica os tipos de pilhas e baterias e estabelece o limite da quantidade de mercúrio, chumbo e cádmio que as pilhas comuns podem possuir (Art. 6º).
O problema das pilhas é mais grave comparado ao das baterias de celular, que possuem maior durabilidade, e não são descartadas com tanta facilidade e rapidez pelos consumidores como é o caso das pilhas, que possuem menor tempo de uso e são jogadas em qualquer lugar.
Os metais pesados contidos nas pilhas e baterias, quando absorvidos, são de difícil eliminação pelo organismo, podendo causar diversos efeitos nocivos ao ser humano, tais como: alergias de pele e respiratórias; náuseas e vômitos; diarréias; diminuição do apetite e do peso; dores de estômago e gosto metálico na boca; instabilidade, com distúrbio do sono; inibição das células de defesa do organismo e bronquite. Pode inclusive causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, osteoporose e alguns tipos de câncer.
Atualmente existe uma mobilização mundial com o intuito de minimizar a produção de pilhas e baterias com estas substâncias. A questão é que a substituição requer investimentos e pesquisas, o que significa despesas para as empresas. Enquanto gasta-se apenas para dar solução ao destino ambientalmente adequado destes resíduos, pouco se investe em novas soluções.
O ideal é evitar na origem que o lixo seja produzido. Se precisar realmente comprar pilhas e baterias, o cidadão pode separa-las e leva-las ao coletor mais próximo. Lojas da rede Pão de Açúcar e Shoppings Centers recebem estes materiais. As lojas da BCP e da Vivo também aceitam baterias de qualquer marca, dando-lhes um destino seguro. Os usuários podem também criar postos de coletas em seus ambientes de trabalho. Se um milhão de consumidores conscientes fizerem o mesmo, 12 milhões de pilhas serão desviadas dos lixões e aterros a cada ano. A reciclagem é muito importante porque colabora com a vida útil dos aterros, deixa de poluir os rios, córregos e o solo.
A população deve não apenas exigir das empresas e órgãos responsáveis que tomem atitudes conservacionistas e que alertem a população sobre o perigo desse tipo de lixo, mas deve também rever e mudar a própria maneira de compreender e se relacionar com o meio ambiente. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

8 resoluções para melhorar seu bairro em 2011


1. Aproveite seu bairro e sua cidade. Viver em uma comunidade tem a vantagem de proporcionar acesso a recursos e serviços que seriam impossíveis de se obter em uma casa isolada ou bairro afastado. Conheça as atividades que seu bairro ou cidade oferece e comece a aproveitá-las. Conhecer e apreciar o lugar onde se vive é o primeiro passo para transformá-lo.
2. Compre localmente. Quando deixamos nosso dinheiro em mercadinhos, sacolões, padarias e outros comércios do bairro, em vez de transferi-lo às grandes corporações donas de supermercados, contribuímos para melhorar a vida de nossos vizinhos e damos apoio a estas pequenas lojas, que sempre nos tiram de apuros. Este ano, proponha-se a obter de seu bairro a maior quantidade de produtos e serviços possível.
3. Conheça seus vizinhos. Em cidades menores, ainda resiste o costume de conhecer e ajudar os vizinhos, mas nas grandes cidades, muitas vezes impera o isolamento entre as pessoas. É claro que não sugerimos que você toque a campainha e se apresente a cada um de seus vizinhos, mas pode começar a cumprimentar os que encontra pela rua e entabular conversas, comentando ideias ou preocupações sobre o bairro. A construção de vínculos permite que possam se ajudar mutuamente.
4. Envolva-se com associações e espaços locais. Igrejas, escolas, clubes, centros culturais: estes espaços muitas vezes reúnem pessoas envolvidas no desenvolvimento do bairro, que podem ser grandes aliadas na realização de projetos. Estabeleça contato com as associações de seu bairro e descubra como pode participar.
5. Aumente a participação destas instituições em ações locais. Se você já integra uma associação de bairro, discuta o que fazer para melhorar o entorno. Por exemplo, sugira a uma escola plantar uma horta ou consertar os bancos de uma praça.
6. Embeleze o bairro. Seja sozinho, com um grupo de vizinhos ou em uma instituição, procure embelezar alguma parte do bairro onde vive. Pode ser pintar uma parede que esteja muito suja, plantar canteiros ou simplesmente fazer um controle para que sua quadra fique sempre limpa e sem lixo.
7. Informe sobre as irregularidades. Se em seu bairro existe alguma estrutura perigosa, os brinquedos de uma praça precisam de manutenção ou você notar qualquer outra regularidade, informe a subprefeitura. Muitas vezes, as queixas demoram para ser atendidas, mas às vezes, os consertos acabam sendo realizados em menos tempo do que você espera.
8. Contate as autoridades locais. Uma forma de se envolver mais profundamente com o desenvolvimento de seu bairro é relacionar-se com as autoridades locais. A participação cidadã em associações de bairro junto às subprefeituras é uma ótima saída.

Você já pensou em alguma outra forma de melhorar o lugar onde vive?




FONTE

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Entenda as mudanças climáticas

Para compreender o aquecimento global, é preciso antes entender que a temperatura da Terra é regulada por um fenômeno chamado efeito estufa. Trata-se de uma camada de gases - CO2, CH4, N2O, O3, H2O(v) -, que funciona como uma espécie de cobertor que mantém o calor do sol na Terra. O efeito estufa é fundamental para a sobrevivência dos seres humanos e de muitas outras espécies. Mas, como dizem por aí, tudo o que é demais faz mal. O aumento do acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera nos últimos 200 anos, impulsionado sobretudo pela atividade humana, aprisiona calor em excesso, aquecendo o planeta mais do que deveria.

  •  Você que come carne promove diretamente o desmatamento da Amazônia. Depois de queimado, o terreno é usado para a criação de gado e para o plantio de grãos (para alimentar o gado). A pecuária ocupa quase 80% das áreas onde a floresta já foi derrubada, é a principal causa do desmatamento! O metano - CH4 - liberado pelos bois é um dos gases que agravam o efeito estufa.
  •  Quanto menos árvores, menor a absorção de gás carbônico - CO2 - da atmosfera, outro gás causador do agravamento do efeito estufa. 40% da energia solar que chega à Amazônia é utilizada na evaporação da água - H2O(v) -. Os restantes 60% esquentam o ar. Se houver menos árvores, uma porcentagem maior de energia solar vai esquentar o ar.
  • As chuvas registradas no Rio de Janeiro e em São Paulo são provocadas por uma frente fria estacionada no litoral da região Sudeste, associada à Zona de Convergência do Atlântico Sul, canal de umidade e calor originário da área tropical da Amazônia. A quantidade de vapor d'água - H20(v) -  transportada por essas correntes de ar pode chegar a volumes inimagináveis, e alcançar a mesma ordem de grandeza da vazão do Rio Amazonas (mais de 200.000 m³/s).
  •  O planeta tem um ciclo natural  do nitrogênio - N2O - , que é essencial para a vida na Terra, mas o ciclo artificial, alimentado principalmente pelo uso de fertilizantes e pela queima de combustíveis fósseis, provoca desequilíbrios perigosos. Um átomo de nitrogênio pode causar diversos efeitos em cascata, como smog (neblina poluente), chuva ácida, mortandade de peixes, efeito estufa e redução da camada de ozônio, tudo em sequência. 
  • Os mares absorvem cerca de 90% das emissões de gás carbônico do planeta, mas essa função só é exercida plenamente quando os mares não estão poluídos.


Chuvas fortes, alagamentos, desmoronamentos, desastres ecológicos, mudanças climáticas... tudo está relacionado aos seus hábitos! Diminua seu consumo de carne, não polua, preocupe-se com a reciclagem, tenha ações sustentáveis.

Repensar é preciso.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Água: sobra aqui, falta lá


Enquanto áreas metropolitanas da região sudeste sofrem com o excesso de água, grande parcela dos moradores de Manaus, apesar de estarem à beira da maior bacia hidrográfica do mundo, tem acesso a água contaminada por resíduos de fossas sépticas ou, em periodos de seca extrema (como aconteceu no fim de 2010), simplesmente não tem acesso a água.
Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, afirma que “o desmatamento e o uso de fontes de energia sujas estão umbilicalmente ligadas ao aquecimento global, que provoca mudanças climáticas”. O Greenpeace esteve na região paradocumentar os impactos dessas mudanças e pedir ações pelo desmatamento zero.
Uma das soluções apontadas em artigo de Washington Novaes, publicado nessa sexta-feira no Estado de S. Paulo, sobre a gestão das águas na Amazônia, é a criação de projetos de gerenciamento dos recursos hídricos.
Vale lembrar, as águas amazônicas são fundamentais para a sustentação da floresta e para o equilíbrio climático do país.
No artigo, Novaes fala da recente criação de “um grupo de geólogos, hidrogeólogos, engenheiros hidrólogos e meteorologistas [..] para preparar um documento com informações capazes de subsidiar políticas públicas dedicadas às questões climáticas, meteorológicas, hidrogeológicas e ambientais relacionadas com as águas de superfície, subterrâneas e atmosféricas presentes na região da bacia.”
Pois é, o gerenciamento dos recursos hídricos da Amazônia e um projeto de desmatamento zero na região já passou da hora.



domingo, 16 de janeiro de 2011

Cinza e vermelho

Deve ser clichê escrever sobre o acontecido no Rio de Janeiro. Esse tipo de acontecimento me cala a alma, me faz ser silêncio da cabeça aos pés. Não tem o que dizer. Não é agora o momento de sermão e de demagogias e utopias. Mais de 500 pessoas morreram de uma hora pra outra, assim em um temporal. E a chuva não distinguiu a classe social. Morreram trilhardários e paupérrimos na mesma lama, da mesma água. E o pior é pra quem fica. Meu Deus do céu, ou seja lá quem for; como é que essas pessoas conviverão com a realidade de ter perdido entes queridos em um temporal? Um temporal!! E é por isso mesmo que eu respeito tudo que vem da natureza. Respeito e tenho medo. Sim, eu tenho mesmo é medo! Não sei do que esse mundo é capaz. São tremores, tsunamis, temporais, furacões, e seres humanos predadores! A vida anda cinza e vermelha!!! E eu amaluqueço e pinto meus dias com cores vivas, todas elas bem coloridas! Tento diariamente digerir uma verdade que me retorce a alma! São mais de 500 pessoas mortas! E ainda sou obrigada a engolir guela abaixo de que o fim do mundo é em 2012? Ou pior, que o horóscopo mudou e sendo assim não sou mais Taurina, da noite pro dia virei Ariana!?
Nando Reis já cantava a bola faz tempo…

“O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”

sábado, 15 de janeiro de 2011

SOS Região Serrana: Lista completa dos postos de arrecadação para ajudar os animais

Cão está há dois dias ao lado do local onde tutor foi enterrado. Foto: Vanderlei Almeida/AFP
As enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro atingiram gravemente muitos animais. Até agora foram contabilizadas quase 300 mortes de cavalos, cães, gatos e outros animais. Este número pode subir ainda mais. Outras centenas de animais estão feridos e precisam muito da ajuda de todos. Parte deles estão em áreas isoladas desde a madrugada da terça-feira, sem água, sem comida.
Diante da calamidade que atingiu também os animais, em São Paulo e no Rio de Janeiro foram montados postos de arrecadação para salvar a vida desses animais vítimas da maior tragédia brasileira.
Para quem mora em outros estados, é possível fazer doações em dinheiro para WSPA:

Defensores dos Animais
Banco Bradesco
Agência 279-8
Conta-poupança: 172813-0

O que doar:
- ração (seca e em lata, para cães e gatos)

- alimento especial para os mais fracos Hill’s A/D
- vermífugos
- anti pulgas e carrapatos
- medicamentos veterinários
- jornais
- potes plásticos para colocar ração e água
- toalhas
- antibióticos
- antiinflamatórios
- antitérmicos
- anestésicos
- analgésicos
- descartáveis (luvas, seringas, faixas, gaze, soro fisiológico, cateter etc)
- cobertores
- entre outros itens

Onde doar
São Paulo
  • Clínica Veterinários na Estrada
Ipiranga – Rua Marcos Portugal, 224 (próximo ao metrô Sacomã e ao terminal Sacomã de ônibus)

Contatos: (11) 5062.8522 / 2592.2645 / 8778.1792 / 8298.9261

Doações em dinheiro:

Bradesco
AG : 2925-4
C/C 4090-8
Amelia Margarida de Oliviera – ME

  • APASCS-Associação Protetora dos Animais de S.Caetano do Sul
São Caetano do Sul -  Rua Rio Grande do Sul, 653

Bairro Santo Antônio -próximo à Câmara Municipal
Contato: (11) 4229-4425 – Mercedes

  • Projeto Natal Animal (www.natalanimal.com.br)
Cotia – (11) 4702-4240 / 7086-5751 – Claudia

e-mail: natalanimal@gmail.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cruz Vermelha recebe doações para vítimas da chuva em todo o país


Os desabrigados e desalojados do Rio de Janeiro e São Paulo precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.



ALAGOAS
Endereço: Av. Com. Gustavo de Paiva, 2.889 - Mangabeiras
CEP:57.038-000 - Maceió – AL
Tel.: (82) 3325-2430 – Fax: (82) 33325.1607


AMAZONAS
Endereço: Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16
CEP:69.020-210 - Manaus – AM.
Tel. Res.: (92) 3236.5704


BAHIA
Endereço: Av. Luis Eduardo Magalhães, 3091
Bairro: Cabula
CEP:41.150.595, Salvador – Bahia
Tel.: (71) 33410414 – (71) 3555.4112


CEARÁ
Endereço: Rua José Lourenço, 3.280 - Aldeota
CEP: 60.115-282 - Fortaleza – CE.
Tel.: (85) 3472.3535 / (85) 3472-3531


DISTRITO FEDERAL
SCLRN 715, Bloco C, Loja 25 - Asa Norte
Brasília - DF
Tel.: (61) 3361.6904


MARANHÃO
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 2342 - Monte Castelo
CEP: 65.025-001 - São Luiz – MA
Tel.: (98) 3222-4331


MATO GROSSO
Endereço: Av. Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) s/n° ao
lado do Comando Geral da Polícia Militar
CEP: 78.058–970 Cuiabá – MT
Tel.: (65) 3641.2629


MATO GROSSO DO SUL
Endereço: Av. David Correia Leite, 273 Universitaria 2
CEP: 79.071-310 Campo Grande – MS.
Tel: (67) 3388.0056


MINAS GERAIS
Endereço: Alameda Ezequiel Dias, 427- Centro
CEP: 30.130-110 - Belo Horizonte – Minas Gerais
Tel.: (31) 3224.2987 / (31) 3226.4233


PARÁ
Endereço: Av. Gentil Bitencourt nº 1.840 Bairro São Braz
CEP: 66.040-000 Belém – PA.
Tel. Filial (91) 3226.2556 / Fax 3226.5934 / 3226.2554


PARANÁ
Endereço: Rua Vicente Machado, 1.310-Centro
CEP: 80.420-011 - Curitiba – PR.
Tel:(41) 3016.6622 / (41) 3017.5260
Fax: (41) 3017.5261


PERNAMBUCO
Endereço: Rua Itaquicé, 140 IPSEP
51.350-160 Recife m- PE.
e-mail: jozadacosta@gmail.com
Tel.: (81) 3224.5906


RIO GRANDE DO NORTE
Filial do Estado do Rio Grande do Norte
Rua Gastão Mariz, 191 Nova Descoberta
CEP: 59.075-280 Natal – RN
Tel:(84) 3234.1292


RIO DE JANEIRO
Endereço: Praça Cruz Vermelha, 10/12 Térreo Centro
CEP: 20.230-130 Rio de Janeiro – RJ.
Tel.: (21)2508.9090


RIO GRANDE DO SUL
Endereço: Av. Independência, 993 - Centro
CEP: 90.035-076 - Porto Alegre – RS.
Tel.: Filial (51) 3391.5955 – 3391.5953


SANTA CATARINA
Endereço: Rua Santos Saraiva, 821 - Estreito
CEP: 88.070-100 - Florianópolis – SC.
Tel.Filial (48) 3244.6681 e-mail cruzvermelhasc@gmail.com
Tel.: (48) 3244.4718


SÃO PAULO
Endereço: Av. Moreira Guimarães, 699 - Indianópolis
CEP: 04.074-031 - São Paulo – SP.
Tel.: (11) 5056-8666



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