sábado, 30 de outubro de 2010

Fraldas ecológicas ainda não conquistaram mães brasileiras

Apesar das vantagens ambientais e de um mercado modesto, poucas mães adotam alternativas às fraldas descartáveis no país.

Foto: Arquivo pessoal

Até os dois anos de idade, um bebê chega a consumir mais de cinco mil fraldas descartáveis. Cada uma delas leva quase 500 anos para se decompor depois de ser jogada fora. Não à toa, o uso de fraldas ecologicamente corretas está ganhando cada vez mais força no Brasil e, principalmente, no exterior.
A opção preferida dos pais preocupados com o meio ambiente é o clássico modelo de pano, muito usado nos tempos das nossas avós. Reutilizável – basta lavar que ela está nova –, ganhou a simpatia de muitas famílias. Uma prova disso é que, segundo uma pesquisa da publicada em 2008, só na Grã-Bretanha o consumo de fraldas de pano quadruplicou nos primeiros anos do século 21.
Aqui no Brasil a moda ainda caminha lentamente, mas já é possível perceber o seu crescimento. A engenheira química Bettina Lauterbach, uma das primeiras a investir na produção de fraldas biodegradáveis no Brasil, conta que, desde que começou a comercializar o produto, há cerca de cinco anos, o consumo aumenta gradualmente, apesar de ainda estar longe do ideal. “Poderia ser maior, com certeza. Vendemos, em média, em torno de 500 fraldas por mês", diz. No início, Bettina não chegava a vender nem 50 modelos.
Bettina, que já confeccionava slings – aquelas faixas de pano que seguram o bebê junto ao corpo –, passou a fabricar fraldas com materiais biodegradáveis. “Fomos pioneiros na confecção de slings e hoje já temos o registro de desenho industrial para eles. A família que opta por usar um sling é uma família com perfil diferenciado. Recebíamos muitas solicitações questionando se poderíamos fabricar fraldas biodegradáveis. Pesquisamos e percebemos que poderíamos desenvolver algo nosso, com uma carinha mais brasileira, com nossos materiais”, conta.
As vantagens apontadas pela empresária para o uso das fraldas ecologicamente corretas são conforto para o bebê, economia e, é claro, a questão ambiental. Por outro lado, as fraldas são mais caras – e o intervalo entre as trocas deve ser menor. “É preciso ter prioridades e estar muito convicto da sua escolha para que o processo dê certo. Não há nada complicado na questão das fraldas, apenas o envolvimento em termos de tempo”, acredita ela.
Ruy Pupo Filho, pediatra e neonatologista, autor do livro “Como Educar Seu Filho”, endossa as palavras de Bettina e afirma que, por enquanto, não é nem possível dizer se o uso de fraldas de pano ou de materiais biodegradáveis traz algum benefício para o bebê. “Seu uso ainda é recente e não permitiu que se estude se há realmente vantagens. O foco do uso destas fraldas é na questão ambiental”, explica. A pediatra antroposófica Rita Rahme completa dizendo: “Ainda não observei essa mudança de hábitos em minha prática clínica - nem o retorno de fraldas de pano, nem o uso das biodegradáveis”.
A pediatra Rita Rahme confessa ainda não estar convencida se o uso das fraldas de pano é realmente tão benéfico. “Deveríamos fazer estudos para conhecer os custos ambientais delas, já que há uso de sabão e de energia para lavar e passar. Conheço apenas um estudo inglês nesse sentido, que não foi capaz de comprovar vantagens significativas”, fala.
Quem consome, aprova
A brasileira Adélia Lundberg, 30 anos, mora em Paris, na França, há dois anos e meio e é adepta das fraldas ecologicamente corretas. Ela conta que se interessou pela ideia quando ainda estava grávida. “Durante a gravidez, li muito sobre as fraldas laváveis, ouvi opiniões de muitas mães que utilizam essas fraldas e achei a solução realmente interessante. Nos primeiros meses do meu bebê, porém, acabei esquecendo um pouco o assunto, mas depois fiquei irritada com os quilos e quilos de fraldas descartáveis jogadas no lixo e resolvi tentar as fraldas laváveis. Estou muito satisfeita com a experiência e arrependida de não ter começado antes”, relata.
Adélia diz que conseguiu perceber vantagens quando trocou os modelos descartáveis pelos laváveis. “O meu bebê nunca mais ficou com o bumbum irritado, por exemplo. Muitos acham que elas não são tão ecológicas assim, pois é necessário gastar água e energia para lavá-las. Isso é verdade, porém, só até certo ponto, já que as pessoas se esquecem de levar em conta toda a água e energia gastas no processo de fabricação das fraldas descartáveis.”
A brasileira revela que não observou um interesse dos amigos e familiares brasileiros no assunto e que acredita que, quando fala dos modelos laváveis, as pessoas associam às fraldas de pano que precisavam ser presas com alfinete. “Mas as modernas não têm nada disso! São muito mais práticas e se parecem muito com as descartáveis. Gosto de compartilhar a minha experiência para mostrar para outras pessoas que essa pode ser uma alternativa ecológica e econômica”, garante.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Consciência Ambiental nos Palcos

Por Talissa Ribeiro

No último sábado (23) pudemos conversar rapidamente com Tato, vocalista da banda Falamansa, antes do show que a banda realizou na cidade de Itapira interior de São Paulo. Nessa breve conversa pudemos conhecer um pouco do projeto de preservação ambiental e outras ideias que estão por trás do novo CD/DVD da banda: Falamansa 10 anos – Por um mundo melhor.
A banda que tem 10 anos de estrada levanta a bandeira da preservação ambiental nos palcos por onde está passando, com muita alegria e conscientização. Apresentando novas ideias ao seu público. Com um cenário todo feito de materiais reciclados e usando roupas de tecido pet (feitas através da reciclagem de garrafas pet), e nas suas músicas letras que trazem a temática de preservação ambiental.

Foto: Éder Nascimento

“A Falamansa sempre procurou falar de temáticas importantes. Sempre retratou nas suas canções, alegria, amor e fé. A temática de preservação ambiental foi consequência. (...) Mostrar para nossos fãs novas realidades. (...) Quando usamos no show roupas feitas de tecido pet e o encarte do CD é feito papel reciclado ou de madeira de reflorestamento, mostramos para eles que existem outras opções. Que existe um tecido feito de pet que eles podem procurar essa opção para consumo. E assim vamos criando neles uma conscientização” diz Tato.

Quando perguntamos o porquê levar essa “luta” para os palcos, Tato nos esclarece: Quando temos oportunidade de fazer o bem devemos fazer. Isso é uma coisa boa que estamos tendo a oportunidade de fazer. A Falamansa é uma empresa que pode optar pela preservação, por opções recicláveis e ela opta.”

Ele ressalta que o trabalho de preservação e consciência ambiental não começou agora, ele é fruto de um trabalho que a banda vem fazendo há alguns álbuns atrás. Os últimos três CD’s da banda são impressos em papel reciclado ou com papel de madeira de reflorestamento. Em 2005 uma iniciativa que visava manter as praias limpas fez com que eles distribuíssem em 25 praias 300.000 sacolinhas plásticas de material 100% reciclado para coleta dos lixos produzidos pelos banhistas.
O lançamento do CD de forma independente também é uma forma de militância da banda. Tato fala que lançar o CD independente “é uma maneira de poder passar para o publico mais as ideias da banda, sem ficar preso aos conceitos de uma gravadora.”  

A banda vende o seu CD pelo preço de R$ 5,00 nos shows. E isso faz com que o trabalho deles fique acessível a todos os públicos.
Com o melhor do forró muita alegria e mensagens positivas entre elas a de preservação dos recursos naturais a banda realizou um belíssimo show.


Frases de conscientização gravadas no ônibus da banda



“De que valem os olhos, sem belas paisagens?”
(Trecho da música “Segue a Vida” Tato)

Para saber mais sobre os projetos da @bandafalamansa visite: www.falamansa.art.br  

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Prometeram. Vão rezar?



Dilma disse que é a favor do desmatamento zero no sábado, em BH. Serra também disse que é a favor no debate da Record. Mas nenhum assinou um compromisso. Por enquanto, parece papo de candidato.


Graças à pressão das quase 70 mil pessoas que até agora assinaram a petição do Greenpeace e outra da Avaaz dirigidas aos candidatos à Presidência, e de milhares pessoas que colocaram o tema em pauta no Twitter e de outras redes sociais, o desmatamento zero virou assunto eleitoral. Durante o debate transmitido na segunda-feira, dia 25 de outubro, pela Record, José Serra (PSDB) afirmou que, se vencer o pleito, vai aderir ao fim do desmatamento no país . No sábado, num evento destinado a atrair votos verdes em Belo Horizonte, sua rival Dilma Roussef (PT) também afirmou que era favorável ao desmatamento zero. 
Trata-se de uma mudança e tanto. Até a semana anterior, os dois sequer queriam saber do tema. Tanto que Dilma e Serra  se recusaram a atender um chamado de ativistas do Greenpeace e assinar um compromisso com o desmatamento zero e a aprovação da Lei de Energias Renováveis. Esse é um dos problemas do palavrório eleitoral dos dois candidatos. “O outro problema é que, além de assinar um papel, os dois devem explicar ao país como pretendem chegar lá. Precisam mostrar seus projetos. Ou pelo menos assumir compromisso público de ter um logo no início do governo”, diz Marcio Astrini, da campanha da Amazônia do Greenpeace. 
“Sobre isso, eles deveriam ligar diretamente para Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e pedir conselhos”, sugere Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace. Pouco antes de assumir o banco, Coutinho e sua consultoria econômica trabalharam a pedido de nove ONGs para criar um plano para zerar o desmatamento na Amazônia em 2015
O plano elaborado por Coutinho e sua equipe, com apoio de técnicos das ONGs, propunha a adoção de metas anuais de redução do desmatamento na Amazônia. Ele prevê investimentos em monitoramento, controle, licenciamento ambiental em propriedades rurais e unidades de conservação para reforçar a governança na região, na melhoria do uso das áreas já desmatadas e compensação financeira para povos indígenas, comunidades locais, populações tradicionais e produtores rurais envolvidos com a conservação da floresta.

Defender o desmatamento zero é viabilizar uma nova política pública, mas também garantir o respeito às leis ambientais em vigor. E isso significa impedir, por exemplo, que os ruralistas continuem a tentar passar com seus tratores em cima do Código Florestal. Dilma e Serra até já se disseram contra qualquer mudança no código este ano. Prometeram até vetar alguns pontos da proposta assinada pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que pretende anistiar desmatadores e reduzir áreas de proteção permanente como encostas e margens de rio. 


No entanto, os dois têm em suas fileiras ou empedernidos ruralistas ou gente que apoiou o tratoraço ruralista contra as leis ambientais na Câmara Federal. É o caso de Dilma, por exemplo, cujo vice, Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, prometeu votar a proposta de Aldo Rebelo como está ainda este ano. Serra também não anda em boa companhia. Seu partido é aliado do DEM, da senadora Kátia Abreu, promotora do agronegócio e de mudanças no código.
Apesar de começarem a falar, ainda sem se comprometer, em desmatamento zero, Dilma e Serra ainda não disseram nada sobre se são ou não a favor da aprovação da Lei de Energias Renováveis. Pelo que se ouve dos dois, não são. Até agora, o plano energético de ambos parece ser muito semelhante. Tanto um quanto ainda não apresentaram propostas concretas para incentivar o uso de fontes de geração de energia limpa no país. Tampouco apontaram como pretendem parar com a inclusão de fontes de geração sujas, como as térmicas a óleo e usinas nucleares, na matriz energética brasileira, e de grandes obras na floresta.

GPS verde: a sustentabilidade voltada para o dia a dia

Imagem ilustrativa do programa

Se você assim como eu se surpreendeu com a ousadia da ferramenta Street View pelo Google, talvez esta seja ainda mais inédita por ter atributos e uma pegada ecológica sustentável. Intitulada de Urban Forest Map, o projeto é fruto da parceria entre governo local, Ong´s e empresas locais de San Francisco, nos EUA.
O intuito do projeto é mapear todas as arvores da cidade, com possibilidade de se acrescentar informações a respeito a cada uma delas. Por ele as pessoas interessadas da região podem catalogar todas as árvores, além de calcular seus benefícios para a cidade como: quantidade de litros de água de chuva que a mesma ajuda a filtrar, quanto de poluente de ar estão capturando, quantos kilowat/hora de energia ajudam economizar e quantas toneladas de carbono removem da atmosfera, além de possuir  conteúdo atualizável, como o Wikipédia. Uma brilhante idéia que deveria ser seguida não só por São Paulo, mas também pelo Brasil e pelo mundo.

sábado, 23 de outubro de 2010

Novos combustíveis fazem parte do dia a dia dos brasileiros

Já familiarizados com o biodiesel e o etanol, agora os brasileiros começam a entrar em contato com novas matrizes energéticas “verdes” no dia a dia. Entre as mais recentes inovações neste campo que são colocadas em prática em projetos-piloto no país estão o diesel de cana-de-açúcar e o óleo de cozinha usado.

Óleo da batata frita do McDonald’s vira combustível para caminhões.


O McDonald’s no Brasil decidiu trocar a produção de sabão pela do biodiesel a partir dos 3 milhões de litros de óleo de cozinha utilizados na fritura de frango empanado e batatas. A ideia veio há quase três anos da parceira Martin-Brower, empresa multinacional que faz todo o trabalho logístico da rede de fast food. O projeto experimental, que abrange 20 lojas, rende entre 2 mil e 3 mil litros de biodiesel por mês.
O objetivo para o ano que vem é expandir a coleta do resíduo para todas as 584 lojas no Brasil, atendidas por uma frota de 170 veículos. De acordo com o diretor de contas nacionais e internacionais da Martin-Brower, José Augusto Rodrigues Santos, com a extensão para toda a rede o potencial de produção será de 2 milhões de litros de biodiesel por ano. Isso significa quase a metade da demanda por combustível da frota, de 5 milhões de litros de diesel por ano.
Diesel de cana-de-açúcar está entre as novidades em projeto no país.
Nas ruas de São Paulo, a população pode conferir de perto os ônibus abastecidos com o biodiesel derivado da cana-de-açúcar. Desde julho, com o apoio da Prefeitura de São Paulo e a parceria da Mercedes-Benz e Petrobras, a produtora americana do biocombustível Amyris Biotechnologies iniciou um projeto piloto no qual três ônibus do transporte urbano público serão abastecidos com 5% do biodiesel de cana-de-açúcar enquanto outros três serão abastecidos unicamente com o novo biocombustível.
A novidade desta tecnologia é que, além de ser um combustível puro e livre de enxofre – o grande problema do diesel -, ele não entra no debate do uso de grãos comestíveis como matéria-prima de combustíveis. “Há uma pressão enorme sobre a indústria por causa do biodiesel. Cerca de 80% do vendido no país é feito da soja”, explica o membro do comitê técnico de tecnologia a diesel da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Christian Wahnfired.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Faça você mesmo: ecobags feitas de camisetas velhas





Sabe aquela camiseta que você ganhou de brinde e nunca usou, ou aquela outra que já está velha e só serve para usar dentro de casa? Agora ela pode ter uma nova serventia. Com alguns cortes e uma costura simples é possível transformar uma camisa comum em uma ecobag exclusiva e sustentável. Confira!

Materiais:

• Camisa de algodão (por serem mais resistentes, os tecidos mais grossos funcionam melhor. Já o tamanho fica ao seu critério: quanto maior a camisa, maior será a sacola);
• Alfinetes;
• Canela ou lápis;
• Prato;
• Tesoura;
• Máquina de costura.



1º passo: Retire as mangas


Estire sua camisa sobre uma mesa e corte as mangas. Certifique-se de não cortar as costuras, pois isso deixará a sua ecobag mais resistente.

2º passo: Retire a gola


Agora você irá recortar a gola, que será a alça da sua sacola. Mas antes, marque com o lápis ou canela o local exato do corte. Para facilitar a marcação, posicione o prato em cima da gola com metade do seu diâmetro sobre a camisa e a outra metade para fora. Agora é só marcar e recortar. Quando maior o círculo, mais fina (e frágil) será a alça

3º passo: Marque o local da costura






Vire a camiseta ao avesso e marque com os alfinetes o local onde irá costurar a base da sua futura ecobag. É nesse momento também que você irá definir o comprimento da sua bolsa.

4º passo: Costure




Chegou o momento de usar a máquina de costura para fechar o fundo de sua sacola. Pode usar o tipo de costura que preferir. Para torná-la ainda mais forte, reforce a costura do fundo e das quinas da ecobag. Você ainda pode colocar bolsos na parte de dentro da sacola.

Está pronto!




Agora é só desvirar sua ecobag e usá-la aonde quiser! Ela pode carregar as a compras do supermercado, os livros da faculdade, as roupas da academia ou o que mais você precisar.
Você ainda pode fazer várias sacolas, com estampas e tamanhos diferentes, e distribuir entre seus amigos e familiares. Uma lembrança barata, fácil e sustentável para manter por perto e usar sempre que precisar.



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Consumo Consciente

O que é consumo consciente?



A idéia básica do consumo consciente é transformar o ato de consumo em uma prática permanente de cidadania. O objetivo de consumo, quando consciente, extrapola o atendimento de necessidades individuais. Leva em conta também seus reflexos na sociedade, economia e meio ambiente.
E os reflexos podem ser positivos ou negativos. Ao comprar produtos de uma empresa que utiliza trabalho escravo, por exemplo, o consumidor financia essa prática abominável. Por outro lado, se comprar alimentos orgânicos ou de comércio justo, contribuirá com setor da economia que não utiliza substâncias tóxicas em sua produção e que não agride o meio ambiente.
Aquela velha prática de “lavar as mãos”, de encontrar um culpado pelas mazelas do mundo, é inválida no consumo consciente. Se algo está errado, todos têm uma parcela de responsabilidade.

A escassez de recursos naturais, nesse sentido, não pode ser atribuída somente às empresas, pois foram os consumidores que financiaram sua exploração.
Por isso, é fundamental estar bem informado sobre os produtos e serviços que serão adquiridos ou contratados. O poder de transformação social está nas mãos dos consumidores, e cabe a eles escolher como fornecedoras empresas éticas, que respeitam os direitos humanos e os limites naturais do planeta.




Os  12 princípios do consumo consciente

O Instituto Akatu, procurando orientar consumidores, publicou uma cartilha contendo os 12 princípios do consumo consciente. Veja abaixo:

1. Planeje suas compras. Compre menos e melhor;

2. Avalie os impactos de seu consumo no meio ambiente e na sociedade;

3. Consuma só o necessário. Reflita sobre suas reais necessidades e tente viver com menos;

4. Reutilize produtos. Não compre outra vez o que você pode consertar e transformar;

5. Separe seu lixo. Reciclar ajuda a economizar recursos naturais e a gerar empregos;

6. Use crédito com responsabilidade. Pense bem se você poderá pagar as prestações;

7. Informe-se e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas;

8. Não compre produtos piratas. Assim você contribui para gerar empregos e combater o crime organizado;

9. Contribua para a melhoria dos produtos e serviços. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas;

10. Divulgue o consumo consciente. Levante essa bandeira para amigos e familiares;

11. Cobre dos políticos. Exija ações que viabilizem a prática do consumo consciente;

12. Reflita sobre seus valores. Avalie os princípios que guiam suas escolhas e hábitos de consumo.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uma vergonhosa evolução

De algum tempo pra cá, eu venho me perguntando se nós - humanos - realmente somos os seres racionais sobre a Terra. Mas será mesmo? Será que o homem é o único animal que pensa?

A necessidade de sobreviver fez com que nossos antepassados matassem os animais para que, assim, pudessem ter o que comer. Mas, com o passar do tempo e o avanço tecnológico, esse costume não mudou, só fez piorar. O ser humano passou a matar o animal por diversão, pra caçar, pra expor sua cabeça em uma sala de troféus. A necessidade de sobrevivência foi trocada - sem generalizar, claro - pelo simples prazer de matar. Será mesmo que somos tão racionais assim?

Os animais matam também, matam os humanos sim; mas eu nunca vi um animal matar alguém só por prazer. Nunca vi um animal ir até a casa de alguém e matá-lo, a menos que essa casa esteja no território deles. Os animais, assim como nós, tem seu território, sua casa, e nós temos cada vez mais desrespeitado essa fronteira, graças ao avanço tecnológico e pessoal. O animal mata pra não morrer, ele mata quando alguém invade seu espaço; o ser humano, maioria das vezes, mata pra poder invadir o espaço, o que é bem diferente.

Não é porque construímos carros, conhecemos parte do universo, temos indústria e tecnologia que somos menos animais do que os próprios animais. Os respeitos que queremos com a raça humana - o que vem, infelizmente, se deteriorando também - devemos querer, também, com os animais.

Por Maurício Bitencourt

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O que estará em jogo na COP 10

É óbvio que... Discutir sobre a biodiversidade é essencial!



ATUAL: Outubro de 2010, um mês em que a preservação do nosso maior patrimônio será pauta principal da 10ª reunião da Conferência das Partes (COP 10). Ambientalistas, cientistas e autoridades políticas de todo o mundo estarão com os olhos voltados para o Japão, sede do evento, a fim de que novas metas sejam traçadas para a conservação da nossa biodiversidade. 

Mas, o que estará em jogo  neste ano? 
Depois que as metas que visavam uma redução significativa da taxa anual de destruição da biodiversidade - traçadas para até 2010 -  simplesmente fracassaram, o encontro deste ano tem como principal objetivo definir  e impor novas metas aos países participantes. E principalmente, cobrar dos países o porquê do não cumprimento das mesmas. 

Mas, antes que você pense que esses encontros só servem para definir metas que não foram alcançadas nos encontros anteriores, saiba que esta Conferência é muito importante para o nosso futuro, e é claro que várias outras questões serão tratadas. Questões estratégicas como: 1. Aumentar o acesso aos recursos financeiros destinados para o bem da nossa biodiversidade; 2. Incentivar a produção sem impacto dos biocombustíveis; 3. Discutir sobre a transferência de tecnologias entre os países; e muitos outros assuntos serão pauta desta reunião. 

O Brasil na COP 10
 O Brasil vai para o Japão disposto à traçar metas ambiciosas, porém possíveis. 
Mas, para que isso aconteça outros objetivos deverão ser discutidos e assegurados, como por exemplo o capital para investir nas metas e principalmente o combate a BIOPIRATARIA * que nada mais é “a apropriação indevida dos recursos naturais, levando à monopolização do conhecimento das populações tradicionais no que se refere ao uso desses recursos.” , por exemplo: “ no Brasil Colônia, quando os portugueses se apropriaram das técnicas de exploração do pau-Brasil .” * , um problema que reflete diretamente na não repartição dos benefícios da exploração. 

Motivo do fracasso e o que deverá ser reavaliado. 
Dos fatores que influenciaram o fracasso das metas traçadas para até este ano, destacam-se a falta de estrutura e capital dos países que assumiram o compromisso passado - mas não podemos esquecer que nesse intervalo de tempo sofremos uma crise financeira-. Outro grande desafio é que ao contrário do que acontece na Conferência do Clima, as metas traçadas na COP não possuem um peso político, muito menos viram leis federais, ou seja... São apenas metas voluntárias. Além do mais, a relação ciência-política anda em falta já que muitas das decisões tomadas pelos governos não têm nenhum embasamento científico, exemplo disso é o que acontece com o Código Florestal Brasileiro. Para fechar, há ainda o fator mais difícil de todos: O CONSENSO! Tomar decisões equilibradas, sem que haja divergências entre os países é quase impossível. 

Mas, esperamos que neste ano só hajam convergências entre os países participantes e que as metas que serão definidas para até 2020 sejam possíveis e alcançadas.  

A COP 10 ACONTECERÁ NESTE MÊS ENTRE OS DIAS 18-29 EM NAGOYA, AICHI  PREFECTURE, NO JAPÃO. 




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